Os Principais Ritos Ligados ao Simbolismo da Franco-Maçonaria
O Ritual maçónico inscreve-se na ordem cerimonial e cultural da Tradição que permanece obscura à visão profana e que é um dos principais segredos maçónicos que não pode ser revelado porque pertence a uma segunda ordem: a do vivido.
Dito isto, note-se que quando se fala, por exemplo, do Rito Francês ou do Rito Escocês estes são tardios relativamente à Tradição maçónica propriamente dita que é transistórica, celestial, poder-se-ia dizer no Escocismo.
Magon elencou os seguintes:
- Rito da Adopção de Cagliostro
- Rito dos Cavaleiros das duas Águias
- Rito dos Anricistas
- Rito dos Antigos Maçons Livres e Aceites
- Capítulo de Clermont, 1754
- Arquitecto de África, 1767
- Rito de Chastagnier, 1767
- Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa de Jerusalém
- Conclave Inglês do Templo Kadosh
- Escocês Primitivo da Marchet de Nivelle em trinta e três graus
- Escocês Antigo e Aceite, 1796
- Escocês Filosóficos em doze graus, 1796
- Escocês Filosófico – Mãe Loja
- Escocês Reformado de Tschoudy, 1766
- Escocês Reformado de Grão-Mestre em sete graus
- Rito Egípcio de Cagliostro
- Eleitos Cohen (ou Coën), 1754
- Eleitos da Verdade
- Rito dos Eons
- Rito dos Cavaleiros da Estrela Polar
- Rito de Fessler em nove graus, 1787
- Rito Francês ou Moderno
- Rito dos Irmãos
- Rito dos Irmãos Negros
- Rito da Harmonia Universal, 1782
- Rito de Hereon ou da Perfeição, em vinte e cinco graus, 1788
- Rito dos Invisíveis
- Rito da Liberdade, fundado em Paris em 1740
- Rito do Martinismo, em dez graus
- Rito de Memphis ou Oriental, em noventa e cinco graus
- Rito dos Mestres Decorados, Rígidos Observadores
- Rito de Misraïm ou judaico, em noventa graus
- Rito dos Noachitas franceses (Maçonaria Napoleónica)
- Rito do Oriente. Templário
- Rito da Palestina
- Rito de Penerty ou dos Iluminados de Avinhão, 1760
- Rito Persa Filosófico, em sete graus
- Rito dos Filaletes, em doze graus, 1773
- Rito Primitivo dos Filaletes de Narbona, em três graus, 1779
- Rito de Schröder
- Rito de Sophisien, em sete graus, 1801
- Rito de Swedenborg ou dos Iluminados de Estocolmo, em oito graus, 1721
- Rito de York, Maçonaria do Arco Real, em quatro graus
- Rito dos Escoceses Fiéis (Velha Nora), em sete graus, 1770
- Rito dos Discípulos de Hermes
- Rito dos Irmãos Maniqueus
- Rito dos Panteístas ou Loja Socrática
- Rito dos Cavaleiros da Pura Verdade
- Rito dos Xerofagistas
É evidente que esta lista é incompleta, ela de facto considera-se inexacta no que diz respeito a grupúsculos que não têm relação com a Franco-Maçonaria. Entre os Ritos actuais mais praticados, reteremos o Rito Francês, o Rito Escocês Antigo e Aceite, o Rito de emulação e o Rito de Memphis-Misraïm. Mas muitos outros ficam por citar, entre os quais:
- O Rito Adonhiramita, que compreende treze graus : Aprendiz, Companheiro, Mestre, Eleito dos Nove, Eleito de Perignan, Eleito dos Quinze, Pequeno Arquitecto, Grande Arquitecto, Mestre Escocês, Cavaleiro do Oriente, Rosacruz, Noachita ou Cavaleiro Prussiano;
- O Rito de York, por vezes designado Rito Americano, porque é praticado nos Estados Unidos. Comporta dez graus, aos quais foram acrescentados graus cavaleirescos ou templários: Cavaleiro da Cruz Vermelha, Cavaleiro Templário, Cavaleiro de São João, Cavaleiro de Malta;
- O Rito Brasileiro, criado em 1883, que se inspira no Rito da Adopção, relativo À Franco-Maçonaria Feminina e que comporta várias séries de graus de adopção;
- O Rito Sueco que se pratica sobretudo na Escandinávia e nalguns países da Europa de Leste;
- O Rito de Melesino que conheceu grande sucesso na Rússia e que é largamente evocado na Franco-Maçonaria no Mundo;
- O Rito de Pike que é, de facto, o Rito Escocês em trinta e três graus mas ao qual Albert Pike (1809-1891) impôs à jurisdição sul dos Estados Unidos uma classificação diferente que é geralmente aceite a este Rito.
A distinção entre o emprego abusivo (profano) da palavra ritual e os elementos escritos que permitem conduzir uma cerimónia ritual, está sublinhada no contexto maçónico onde o ritualismo não designa só o interesse alcançado pelos Ritos mas o meio de penetrar o simbolismo.
Texto recolhido e traduzido da obra de Roger Luc Mary Le Symbolisme dans la Franco- Maçonnerie, Paris, Editions de Vecchi, 1993
Fonte
- Cadernos de Cultura Maçónica nº 2 organizados pela Loja Astrolábio nº 51, a Oriente de Palmela (GLLP / GLRP), com coordenação de Alberto Trovão do Rosário, Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Legal de Portugal / GLRP.
