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Maçonaria, a sua filosofia no mundo actual

✍️ Desconhecido 📅 11/09/2026 👁️ 1 Leituras

avental vermelho

O  homem na sua constante evolução sofre transformações. A cada dia os meios de comunicação, encurtam distâncias, aceleram conhecimentos; é o pleno exercício da dúvida, da especulação e da explicação tão exigida pela curiosidade humana. Nesta magnitude, os princípios de vida, são conceituados dentro de novos postulados.

Mas se no mundo material o progresso é visível, o homem relegou para um segundo plano a sua evolução interior, os valores que antes eram pontos de honra, hoje são conflitos entre as pessoas, que perdem a razão da sua existência com ser supremo do universo, sabemos com irrefutável certeza, que todo problema comporta diversas soluções, cabendo ao homem digno, licitamente, optar por uma delas.

A força da Maçonaria, que não se mede pelas acções e actos decisivos com os quais convivemos diariamente, mas pela capacidade de reunir no seu cerne expressivas e valiosas vocações dos membros da sua ordem.

É isto que nos permite dizer que não chegamos a este século de mãos vazias, nem com projectos pessoais de poder, é o desejo de colaborar para a consolidação dos anseios de todo Maçom, e que se façam de acordo com a mais pura, a mais legítima e a mais autêntica honra dos postulados básicos do Maçom.

É preciso lembrar que, sob inspiração destes ideais de virtudes, conceitos da mais alta liberdade de pensamentos, de costumes, são passagens evocadas como justificativa para que o Maçom, desde logo, se to me evidente que temos a obrigação de preservar, para as gerações futuras, o gesto que o Maçom hoje deve assumir.

Os ideais e aspirações contemporâneos formam, com o passado rico de devoções, uma cadeia indestrutível, que apenas reforça a certeza de que os maçons, de todas as convicções, querem e exigem transformações, sem que isso signifique desprezar as conquistas fundamentais que formam o nosso património histórico e cultural e, sobretudo, a nossa índole.

O nosso trabalho, tem raízes históricas e profundas significações na vida e na filosofia da Maçonaria. Não se trata, pois, de restaurar velhas ideias ou de apenas vesti-las com roupagens novas, não chegamos até aqui para de braços cruzados a história passar, nós os maçons com a nossa participação e ocupação dos espaços a que fomos destinados somos a história, nós a faremos, e não permitiremos que falsos profetas, usurpadores, oportunistas nos tirem o direito do nosso lugar.

A actividade do Maçom no mundo actual, além dos dogmas, que o fazem um homem predestinado, justo como é a definição de justiça, perfeito como obra acabada de um artista.

São estes princípios básicos, a alma de uma sociedade congenitamente tolerante, uma convivência singular, à fraternidade social, à cordialidade mais espontânea, o respeito pela pessoa humana. Por tudo isso é que se faz necessário que busquemos sempre os verdadeiros caminhos que possibilitem aflorar em toda a sua plenitude os conceitos virtualistas, aos quais o Maçom actual deve se firmar, que tem a sua doutrina própria, que é ademais, a melhor, só a Maçonaria marca e define a linha a seguir, a plenitude da liberdade para ser assumida deve ser conquistada esta é a missão que deve estar latente a cada momento.

A Maçonaria se constrói a partir do homem e nele está a sua verdade. O Maçom, luta como sempre lutou, pela liberdade do indivíduo e do cidadão, com a garantia real relacionada com a dignidade da vida com a igualdade de oportunidades e com a justiça que livrem o homem dos padrões de miséria e do temor pela contínua violação dos direitos. O moderno Maçom exige prioridade indispensável ao crescimento das virtudes e valores, a fim de enfrentarmos os problemas, da desigualdade e da escassez, e de assegurarmos a preservação do equilíbrio do meio em que vivemos.

O Maçom e a Maçonaria na sua filosofia devem romperas amarras do autoritarismo, fomentando um trabalho estável e invulnerável às crises que periodicamente pretendem destruir instituições; O seu papel histórico consistiu, sempre, em conciliar os ditames da ordem com as exigências da liberdade, um conceito que não é univalente. Ambíguo e polivalente, varia de uma tendência libertária e igualitária, com enorme variedade de significações, sobre as quais se assenta o património maçónico e do mundo contemporâneo.

A busca do aprimoramento do Maçom não se circunscreve, o princípio de participação deve sempre estar presente no nosso dia-a-dia. A Maçonaria espera que cada um cumpra o seu dever, em busca da verdade e da livre investigação.

O desafio do desconhecido não pode ser vencido apenas com instrumentos frágeis e precários, esta é uma tarefa para toda a sociedade maçónica, para exemplo de todas as instituições, para todos os homens, em todos os momentos.

Não podemos nem pretendemos fazer de uma só vez, o nosso trabalho e conscientizar-nos de que não venceremos a barreira que nos separa, se não vencermos a batalha da nossa própria consciência.

Nesta tarefa de extraordinária importância, não podemos usar a força de um Maçom, mas de receber a crescente população da ordem, e enfrentar os desafios que nos são apresentados.

Somente assim conseguiremos evitar a ruptura; Unir, encontrar os caminhos que nos são marcados. O destino do Maçom está no próprio Maçom, o futuro de novas gerações de maçons está nas nossas mãos, assim como os nossos passos foram marcados pelos nossos antepassados.

Temos o dever de não nos omitir

Fernando Demetri,  ARLS Lealdade, Acção e Vigilância

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