Tolerância - parte 3
Em 16 de Novembro último, assinalei o Dia Internacional da Tolerância com um texto dedicado a esse tema.No dia imediato, o JoséSR publicou um breve texto, To...
A compreensão profunda daquela qualidade intrínseca que eleva o espírito humano e molda o caráter encontra suas raízes mais antigas em concepções que remontam à Antiguidade Clássica. Do latim *virtus*, que originalmente denotava força, virilidade e destreza, mas que rapidamente expandiu seu significado para abranger excelência moral e coragem cívica, até a *aretē* grega, que encapsulava qualquer forma de excelência – seja na arte, na guerra, na mente ou no espírito – esta foi invariavelmente vista como a mais alta aspiração humana. Ao longo da história, sua interpretação refinou-se, transitando de uma ênfase primordial em atributos físicos ou habilidades práticas para uma profunda valorização da retidão moral, da probidade e da constante busca pelo bem. Não se trata de uma mera ausência de falhas ou vícios, mas sim de uma postura ativa, um compromisso deliberado e inabalável com o cultivo de qualidades éticas, da justiça, da temperança, da prudência e da fortaleza. É o alicerce sobre o qual se constrói não apenas a dignidade individual e a reputação impoluta, mas também a coesão e a prosperidade de qualquer sociedade que aspire à ordem e ao progresso, representando a própria estrutura invisível que sustenta a civilização e o aperfeiçoamento contínuo do ser.
Dentro de nossa augusta instituição, esta busca por excelência moral é o próprio cimento que une nossos obreiros e a luz que guia cada passo no caminho do aperfeiçoamento. Ela se manifesta na conduta irrepreensível que se espera de cada Irmão, desde o neófito que inicia sua jornada de desbaste da pedra bruta até o mais experiente dos Mestres, refletindo-se na dedicação aos trabalhos, na sinceridade da fraternidade e na constância dos propósitos. Cada ferramenta simbólica, cada ensinamento ritualístico, aponta para a necessidade de lapidar o caráter com as qualidades mais nobres. O Esquadro, com sua exigência de retidão, e o Compasso, com sua lição de limites e moderação, são instrumentos que nos convidam a edificar uma vida pautada por princípios inabaláveis. Aquele que ocupa qualquer cargo na Loja, desde o Venerável Mestre que preside com sabedoria e equidade, até o Guarda do Templo que zela pela segurança e discrição, deve encarnar estas qualidades em suas ações e decisões, servindo de exemplo e inspiração. É a bússola interna que orienta o Maçom para além dos muros do Templo, garantindo que os preceitos aprendidos transformem-se em ações concretas de benevolência, justiça e verdade no mundo profano, fazendo-o um verdadeiro pilar da moralidade e um agente de progresso humano.
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Os Maçons devem-se mutuamente, ajuda e protecção fraternal, mesmo no fim da sua vida. Praticam a arte de conservar em todas as circunstâncias a calma e o eq...
É verdade !Quem julgava que a a verdadeira Máfia era um produto Italiano pois que se desengane. Não é. É um produto Portuense ( não confundir com português) ...
Este blogue teve o seu primeiro texto publicado exactamente há seis meses. Vale a pena um breve balanço e algumas curiosidades:Em seis meses publicámos 196 t...
Eis-me de volta. Muliplos afazeres, algumas questoes de saude, muita falta de tempo, temperado com uma inspiração falha fizeram-me ficar fora do mundo virtua...
Hoje é o Dia Internacional da Tolerância.Mau sinal, quando se cria um dia internacional de qualquer coisa: quer dizer que é preciso chamar a atenção para ela...
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A obra humana, para ter valia, deve estar dotada de Força. A acção do maçon deve beneficiar da Força.Não é de força física que aqui se trata. Ao mencionar es...
Não é Conhecimento. Há, por esse mundo fora, muito analfabeto mais sabedor que muito doutor.Não é também Cultura. Há por aí muito intelectual superculto que,...
Meu querido cunhado, Em meu nome (mas certamente as minhas queridas cunhadas subscrevem) agradeço as tuas doces palavras. Modéstia à parte, mas nós, vossas “...
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