A Partir Pedra

Prioridades

✍️ noreply@blogger.com (Paulo M.) 📅 12/09/2010 👁️ 7 Leituras

Nunca cansa repeti-lo: nas prioridades de um maçon, os deveres para com a família, os deveres para com os filhos, os deveres religiosos e os deveres civis sobrepõem-se aos deveres para com a Maçonaria. Por isso, uma das perguntas que alguém que pense pedir para ser admitido maçon deve fazer a si mesmo é, precisamente, se a família próxima - especialmente o cônjuge ou, como se diz agora, significant other - o apoiará, ou se, pelo contrário, lhe irá "cobrar" as ausências, as quotas e a disponibilidade mental. É essencial pelo menos a aceitação - e, idealmente, o apoio - do cônjuge para que se possa tirar partido da Maçonaria, sob pena de que os benefícios que esta deveria proporcionar através do melhoramento do maçon - que se tornaria numa pessoa melhor e mais passível de espalhar a felicidade em seu redor - sejam ofuscados pelas querelas conugais.

Do mesmo modo que a Maçonaria Regular não reconhece Grandes Lojas em países que proíbam a Maçonaria - decorrendo isto do facto de a Maçonaria Regular se cingir estritamente ao cumprimento das leis dos países onde está constituída, pelo que não faria sentido reconhecer uma Grande Loja que, para existir, violasse as leis do país que proíbem a sua própria existência - também, por idêntica ordem de razão, não deveria, em princípio, ser admitido à iniciação um profano que ocultasse do cônjuge esse facto, ou cujo cônjuge desaprovasse a sua admissão, uma vez que, devendo prevalecer o auxílio e a harmonia familiares sobre os deveres para com a Maçonaria, estaria a ser esta causa de desavenças e contendas, o que de modo algum é desejável.

Mesmo assim, se se conseguir fazer como defendia um dos comentadores habituais deste blogue - que, entre dois cenários alternativos, escolhia os dois - o ideal será, igualmente, conjugar ambos os deveres sem faltar a nenhum, que foi o que tentei fazer hoje, na medida das escassas possibilidades que tive, escrevendo um texto, apesar de curtinho e publicado para além da hora do costume. Desculpem-me os habituais leitores, mas deveres familiares não permitiram mais; sexta-feira cá estarei com outro texto - que se espera mais disponível e mais inspirado.

Paulo M.

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