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O Parlamento da Galiza restituiu a Honorabilidade à Maçonaria

✍️ Desconhecido 📅 11/02/2019 👁️ 6 Leituras

altar, Parlamento

Em Espanha, mais de 80.000 pessoas sofreram represálias por esta causa

Logo após o fim da Guerra Civil, em Março de 1940, o general Franco sancionou a Lei sobre a Repressão da Maçonaria e do Comunismo, através da qual foi criado um tribunal especial para perseguir quem professava estas crenças. Em Espanha, estima-se que 80.000 pessoas sofreram represálias por praticar a Maçonaria, embora, de acordo com o Instituto de Estudos Maçónicos, apenas 5.000 fossem realmente maçons. O parlamento galego abordou ontem a perseguição particular sofrida pelos maçons durante a guerra e a ditadura e decidiu enterrar definitivamente a ideia da conspiração judaico-maçónica criada por Franco, restituindo por unanimidade a “honorabilidade” da instituição Maçónica.

A iniciativa chegou ao Parlamento pelas mãos do grupo PSOE, que tem nas suas fileiras alguns maçons reconhecidos como figuras públicas, tais como José Vázquez Fouz, o primeiro deputado europeu do PSdeG e membro da Loja Maçónica Galega Atlántica.

A deputada Patricia Vilán, vice-porta-voz dos socialistas, recordou o carácter humanista e tolerante dos maçons, de quem disse “defenderem os mesmos valores que os da democracia“. Ela propôs, portanto, reconhecer a honra destas pessoas, estigmatizadas durante décadas por pertencerem a sociedades secretas, e condenou o sofrimento que “ainda hoxe” sofrem.

O BNG levantou algumas objecções ao texto, por aludir a que ainda estão sujeitos a perseguição, o que considera impreciso, e o PP propôs uma emenda à iniciativa socialista, que acabou por vingar por unanimidade. Nela, declara-se a “honorabilidade” da Maçonaria e apoia-se “o direito dos seus membros a defender os seus ideais num ambiente de ordenamento democrático”.

Após a votação, Ricardo Aldao, presidente do Instituto de Estudos Maçónicos, disse que o Parlamento fazia “um acto de justiça”, o que implica um respeito pela memória da instituição. O facto de “o reconhecimento ter sido unânime, dá-lhe ainda mais valor“, afirmou Aldao em declarações a La Voz de Galicia.

Fonte: La Voz de Galicia – D. SanPedro

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