A Partir Pedra

O lenhador e a raposa

✍️ noreply@blogger.com (Rui Bandeira) 📅 20/03/2009 👁️ 5 Leituras
Hoje é dia de historieta,como de costume selecionada de entre o que me chega por correio eletrónico, de autor desconhecido e com texto editado por mim.

Existiu um Lenhador que acordava as 6 da manhã e trabalhava o dia todo cortando lenha, e só parava tarde da noite.

Esse lenhador tinha um filho, lindo, de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança.

Todos os dias, o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa cuidando do seu filho.

Todas as noites ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada. Os vizinhos do Lenhador alertavam que a raposa era um bicho, um animal selvagem, e portando não era confiável. Quando ela sentisse fome comeria a criança.

O Lenhador, sempre discordando dos vizinhos, dizia que isso era um disparate: a raposa era sua amiga e nunca faria isso.

Os vizinhos insistiam:

- Lenhador abre os olhos ! A Raposa vai comer o teu filho.

- Quando sentir fome, comerá o teu filho!

Um dia, o Lenhador, muito exausto do trabalho e muito cansado desses comentários, ao chegar a casa, viu a raposa sorrindo como sempre,mas com a boca totalmente ensanguentada ... O Lenhador pensou o pior e, sem pensar duas vezes, deu com o machado na cabeça da raposa, matando-a...

Ao entrar no quarto, desesperado, encontrou o seu filho no berço dormindo tranquilamente - e, ao lado do berço, uma serpente morta ...

O Lenhador enterrou o Machado e a Raposa juntos!!!

Quando confiar em alguém, não importa o que os outros pensem a esse respeito: siga sempre o que diz o seu coração e a sua cabeça. Não se deixe influenciar ...


Desculpem a expressão, mas desde criança que ouvi o meu pai dizer que uma das piores coisas que se podia fazer era emprenhar pelos ouvidos...

Pensemos pela nossa cabeça. Ouçamos e atentemos nos conselhos que nos dão, mas reservemo-nos o direito de os ponderar e decidirmos segundo o nosso juízo e a nossa análise. Decidamos sempre o mais ponderadamente possível,sabendo sempre que não podemos evitar de todo o erro- só podemos diminuir a sua frequência e gravidade.

E, sobretudo, em momentos de indecisão ou aflição, nunca nos demitamos de pensar e de agir segundo o nosso juízo, só porque nos encheram os ouvidos de desconfianças ou medos. Um ato realizado sem pensar, influenciado pelo que "ouvimos dizer" pode anular e contrariar centenas de horas de reflexão...

Rui Bandeira

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