LUVAS E AS CUNHADAS
✍️ noreply@blogger.com (Pedro Juk)
📅 16/12/2017
👁️ 5 Leituras
Em 26/09/2017 o Respeitável Irmão Marcilio Pereira de Oliveira, Loja
Raimundo Rodrigues Chaves, 2028, sem mencionar o nome do Rito, GOB-DF, Oriente
do Gama, Distrito Federal, formula a seguinte questão:
Quando da minha iniciação, em 10/09/1994 e por durante muito tempo, se
pregava em Loja, como até hoje às vezes se fala, que as luvas brancas são
destinadas’ às cunhadas e que as mesmas, em situação de socorro, faz uso das
mesmas, deixando-as cair e o Maçom próximo a recolherá e perguntará a cunhada:
SOIS UMA FLOR", coisa parecida... e ela por sua vez também deveria
pronunciar alguma coisa que não recordo...
LUVAS E AS CUNHADAS
Quando da minha iniciação, em 10/09/1994 e por durante muito tempo, se
pregava em Loja, como até hoje às vezes se fala, que as luvas brancas são
destinadas’ às cunhadas e que as mesmas, em situação de socorro, faz uso das
mesmas, deixando-as cair e o Maçom próximo a recolherá e perguntará a cunhada:
SOIS UMA FLOR", coisa parecida... e ela por sua vez também deveria
pronunciar alguma coisa que não recordo...
Pergunto: o que é verdade, o que é mito, o que é invencionismo?
CONSIDERAÇÕES.
Isso é o cúmulo da bobagem Na realidade nada
disso é verdade. É pura invenção de autoria de irresponsáveis que não
compreendem nada das mensagens simbólicas na Maçonaria.
A entrega das luvas femininas ao neófito
durante a cerimônia de Iniciação é costume da galante Maçonaria francesa – isso
não é unânime na Maçonaria.
Nos ritos que utilizam essa prática, a sua
entrega tem apenas o desiderato de destacar a liberdade no trato com aspectos
da Ordem.
Nenhum ritual sério prevê a entrega de pares
de luvas para que eles sejam obrigatoriamente destinados às Cunhadas, mas prevê
sim que essas luvas sejam oferecidas àquela que mais tiver estima e afeto do
Iniciado.
Evidentemente que essa liberdade de escolha é
apenas do novo Aprendiz. É ele, ninguém mais, que destinará o par de luvas
femininas. Por exemplo, conforme o seu desejo e quando ele quiser, as luvas podem
ser oferecidas à sua filha, esposa, mãe, madrinha, ou qualquer outra pessoa do
gênero feminino que para ele seja merecedora.
Nada dessa liberdade pode ser confundida com
libertinagem. Não há como se confundir o ato como um incentivo para presentear pessoas
advindas de relacionamentos extraconjugais (concubinas) e outros congêneres. Obviamente
que não se faz crer que uma Loja seja capaz de iniciar alguém apreciador dos
maus costumes – afinal, é para isso que existem as sindicâncias.
Assim, o par de luvas femininas é entregue
conforme a consciência e desejo íntimo do Irmão, portando esse ato não deve ser
conduzido conforme desejo alheio - da Loja, por exemplo. Isso é erro crasso.
Não existe, portanto é irregular, o costume
de se fazer como muitas Lojas fazem por aí, reunindo as cunhadas na Loja depois
da Iniciação para que o novo Irmão entregue as luvas femininas para a sua
esposa. Quem decide isso é ele, ratifico não a Loja.
Igualmente, em cima dessas barbaridades
inventivas é que alguém imaginou um irregular gesto ou sinal de pedido de
socorro com as luvas para as nossas cunhadas.
Não existe besteira maior! Coisa de quem não
tem mesmo o que fazer!
Sugiro que, em vez disso, procurassem esses
inventores estudarem em fontes limpas os propósitos da verdadeira Maçonaria.
Essa de deixar a luva cair e alguém perguntar
“sois uma flor?” é mesmo d’escrachar,
digna de uma comédia do tipo “pastelão”. Tal o tamanho dessa barafunda, ela que
não merece nem comentário.
O que aqui comentei foi com base naquilo que
é real e verdadeiro na Maçonaria, por conseguinte longe dos delírios inventivos.
Se algum ritual previr esse anacronismo,
tenha certeza que ele merece urgente reavaliação. Que me perdoem os defensores
desses absurdos.
A propósito, em relação às luvas na Maçonaria,
além do seu caráter histórico como vestimenta de proteção nos tempos
operativos, na Moderna Maçonaria elas trazem a mensagem pela sua alvura de se
manter as mãos constantemente afastadas das águas lodosas do vício.
Agora... Sinais com elas... É mesmo coisa
rocambolesca.
T.F.A.
PEDRO
JUK
DEZ/2017