ÉTICA E ESTÉTICA NA MAÇONARIA
✍️ noreply@blogger.com (TRABALHOS MAÇÔNICOS)
📅 27/02/2012
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A Ética e
a Estética são duas dimensões fundamentais da Maçonaria.
Ética
O homem é um “bicho social”, vive em sociedade e, durante toda a sua existência, convive com outros homens! A Maçonaria nos induz a pensar sobre como devemos nos comportar em relação aos outros e a nós mesmos.
O homem é um “bicho social”, vive em sociedade e, durante toda a sua existência, convive com outros homens! A Maçonaria nos induz a pensar sobre como devemos nos comportar em relação aos outros e a nós mesmos.
Os interesses de uns se confrontam com os
interesses de outros. A luta e a labuta pela conquista e pela posse (pelo
sucesso, poder e patrimônio) determinam uma ambiência de competição
(concorrência) onde a vitória de um pode resultar na derrota do outros.
“Os fins justificam os meios”, “vencer a qualquer
preço” e, principalmente, “que vençam os fortes e que se quebrem os fracos”,
são situações caóticas que certamente não respeitam direitos e deveres de
ninguém.
E, nesta realidade, a injustiça campeia e as brigas
predominam. E, isso tudo, é muito feio! Eticamente feio! Esteticamente feio!
Aos poucos, ao longo de sua existência e durante o
processo de sua evolução o homem (e, conseqüentemente, a humanidade) foi
desenvolvendo um sistema de regras que passaram a orientar sobre o que era
certo e errado, bom e mal, liberado e proibido, conduzindo as pessoas para um
comportamento mais adequado e mais aceitável por aquele grupo social.
E chamou de Moral a esse conjunto de normas
norteadora da atitude do povo. O fruto dos Costumes determinando a maneira dos
Usos! A Moral, assim sendo, é filha da Cultura.
Quando a sociedade institucionalizou a Moral,
baseando a Atitude em Princípios, codificando as permissões e as proibições, o
sistema passou a se chamar Ética.
A ética (palavra originada do grego ethos, através
do latim ethica significa moradia) (lugar onde se vive).
As pessoas se reuniram, conversaram e chegaram a
consensos: como deveria ser o comportamento das pessoas que viviam (ou
trabalhavam) naquele local (naquela organização, naquela profissão)? Escreveram
suas conclusões (decisões) e surgiu, então, um Código de Ética.
A ética (Moral Codificada) é um campo de estudo que
busca direcionar as relações entre os seres humanos e seu modo de ser, pensar
e, principalmente, de agir dentro de um determinado contexto: comportamento
ético é aquele que é considerado adequado, correto e permitido por uma
organização.
Uma vez estabelecidos os princípios éticos que
regem os comportamentos dos membros de uma determinada organização (social,
política, profissional ou outras), pode-se então, naquele contexto, saber e
distinguir entre o certo e o errado (o que pode ou não – pode ser feito).
A ética é o indicativo do que é mais justo ou menos
injusto diante de possíveis escolhas que afetam terceiros. E aqueles que devem
obediência podem ser julgados e punidos se não seguirem suas determinações.
Ética na Maçonaria
Os ensinamentos maçônicos são fundamentalmente
éticos! A Maçonaria fomenta o desenvolvimento do homem através do
aperfeiçoamento moral.
Quando a Maçonaria utiliza a Bíblia com sendo o seu
Livro da Lei, está implícito que os ensinamentos do Grande Arquiteto do
Universo que são extremamente éticos (portanto, humanos) devem ser acatados e
praticados por todos os Maçons.
Na Maçonaria, os Landmarks são um Código de Ética:
eles disciplinam as ações dos Maçons e das Lojas. Nas Constituições, Estatutos
e Regulamentos Maçônicos, também encontramos postulados éticos que norteiam a Atitude
Maçônica.
A Maçonaria propugna, por exemplo, que um Maçom só
pode favorecer outro Maçom numa situação incontestavelmente ética! Não podemos
favorecer um Maçom em detrimento de outra pessoa: se Mérito for do outro, o
Direito é do outro! Só em igualdade de condições podemos favorecer um irmão!
Em muitos outros momentos de seus rituais, nos
vários graus dos estudos maçônicos, são focalizados princípios que fundamentam
a Ética Maçônica: juramentos de aceitação, de obediência e de sigilo;
compromissos de fidelidade, de solidariedade e de ajuda mútua; e tantos outros,
todos com o mesmo escopo: a Maçonaria é uma Escola de Aperfeiçoamento Moral!
É a beleza da alma que fortalece o espírito humano!
São os valores, as virtudes e as atitudes, que engrandecem o homem e a
sociedade humana: e, assim sendo, o homem se torna mais social e, a sociedade,
mais humana!
Estética
Estética (do grego: percepção, sensação) é um ramo
da filosofia que estuda a natureza do belo e dos fundamentos da arte
(julgamento e percepção do que é considerado belo) – produção de emoções pelos
fenômenos estéticos.
Na antiguidade – especialmente com Platão e
Aristóteles – a estética era estudada fundida com a ética. O belo, o bom e o
verdadeiro, formavam uma unidade com a obra. A essência do belo seria alcançada
identificando-o com o bom, tendo em conta os valores morais.
Os filósofos gregos começaram a pensar sobre a
estética através de objetos bonitos e decorativos produzidos em sua cultura.
Platão entendeu que estes objetos incorporavam
proporção, harmonia e união. Semelhantemente, nas “metafísicas”, Aristóteles
achou que os elementos universais de beleza eram a ordem, a simetria e a
definição.
Na Idade Média surgiu a intenção de estudar a
“filosofia do belo na arte” independente de outros ramos filosóficos: ciência
filosófica que compreenderia o estudo das obras de arte e o conhecimento dos
aspectos da realidade sensorial classificável em termos de belo ou feio.
E, esta ciência do belo nas produções naturais e
artísticas, libertou-se! Destacou-se da ética! Mas, passaram a se complementar!
A Filosofia do Belo (Ética) e a Ciência do Belo (Estética) – a primeira
embelezando a Atitude e, a segunda, embelezando a Arte! Ambas contribuindo
efetivamente para a humanização do meio (social e ambiental) através da beleza!
E, como ciência (não apenas como filosofia) a
Estética nos induziu a uma nova abordagem de estudo da obra de arte: artistas,
deliberadamente, alteram a Natureza e a Cultura (adicionando elementos de
sentimento a realidade percebida). Assim, o processo criativo espelha-se na
própria atividade artística.
Estética na Maçonaria
A Maçonaria é (em si mesma) uma obra especial e
inusitada: procura privilegiar elementos simbólicos através de adequação
estética: representar em ornamentos, paramentos e jóias o conteúdo filosófico,
esotérico e humanista, de seus ensinamentos.
A Arquitetura (arte de conformar o espaço)
encontra-se intimamente associada ao conceito de Maçonaria (arte de talhar a
pedra): ambas, operativas e especulativas, oscilam na eterna luta entre o mundo
dos interesses e o mundo dos valores, buscando o equilíbrio entre a razão e a
emoção (entre a poética e a erudição). Ambas assentam a sua gênese semântica
nos quatro pressupostos de Chomsky: o pragmático, o canônico, o icônico e o analógico.
Ambas se destinam a construir espaços (o humano e o
edificado), com suporte na Sabedoria, na Força e na Beleza.
Foi o Rei Salomão que criou a primeira Escola de
Arquitetura: aproveitou a experiência adquirida na construção do Templo de
Jerusalém, ensinando ao seu povo a arte da construção civil. Além de saber
construir, precisava também saber embelezar!
Na Arquitetura – edifícios, jardins e espaços
urbanos – várias marcas, símbolos e suportes, foram sendo deixados, ao longo
dos tempos, por Arquitetos Maçons ou apenas por Pedreiros Livres: são
verdadeiras pegadas desse tempo e nesse espaço, mas que são universais e
caracterizam a Maçonaria.
A Beleza e a Harmonia encontradas nos “Edifícios
Maçônicos” que ostentam, em suas fachadas, colunas, arcos, frontões
triangulares e degraus, compassos e esquadros, folhas de acácia ou outros
elementos que representam símbolos maçônicos.
Este encanto mister ressalta intenção referente aos
augustos valores da Ordem Maçônica como Arte Real.
São cânones harmônicos com duas dimensões
artísticas: a beleza e a harmonia! Com proporções (simbolicamente) quase
“divinas” e adequadas ao Rito Maçônico e o Ritual de cada um de nós (humanos
lúcidos e livres).
Estrelas e Astros que enfeitam a Abóbada Celeste!
Signos, Colunas e Arcos que ornamentam as Paredes e os Altares; Alambrados,
Balaustres, Escadas, Dosséis, Capitéis, Pavimentos, Orlas, Espadas, Cordas,
Candelabros e Luzes, que adornam os Templos; Aventais, Colares, Faixas e Jóias
que embelezam os Paramentos e Vestimentas; e, enfim, Instrumentos, Pedras e
outros artefatos, todos juntos, enriquecem o Ritual e embelezam o Templo.
Mas, a Arquitetura Maçônica é muito mais do que a
busca da beleza e da harmonia das formas e das proporções! Muito mais do que
apenas Estética e Ética associadas! É o fomento da Beleza Interior que resulta
do Cultivo das Virtudes! Por isso o Maçom é um Pedreiro e, Deus, um Arquiteto!
Um pedreiro Livre e um Grande Arquiteto!
Ambos dedicados e empenhados com a
construção (forte e bela) do Templo Interior!
Na Loja de Companheiro Maçom, no topo da Coluna do
Sul, temos a Coluna da Beleza (guardada pelo Segundo Vigilante). A arquitetura,
o Urbanismo, o Ajardinamento, a Decoração e tudo o mais que se destine ao
embelezamento do meio (social e ambiental) constituem objetos de estudo do
segundo grau da Maçonaria.
Não apenas a Beleza da Aparência (do externo e
superficial), mas, sim e principalmente, a Beleza da Essência (do interno e
profundo)!
A Doutrina Maçônica e a Ética do Obreiro
O processo formativo do maçom encaminha-o, desde o
primeiro grau, a uma coerência entre pensamento, palavra e ação. Guia-o a
alcançar afirmativamente a unidade da vida em todos os campos: uma única
resposta, uma única responsabilidade, um único compromisso.
Ajusta-o a uma única tabela de valores, evitando a
multiplicidade de “morais”. Não há uma ética para o Templo e outra para o
mercado.
O fundamento doutrinário maçônico é gnóstico,
porque no homem interior habita a Verdade. Por isso a instituição Maçônica
propicia a busca e realização do homem interior, em todo homem e em todos os
homens.
Todo este breve relato, em síntese, é expressão do
movimento natural da consciência humana rumo a uma expansão e liberdade. A
experiência central do mundo moderno é a busca da liberdade.
Claramente, ao sair da Idade Média, vislumbrou-se
que o homem buscou a liberdade, para dar forma ao seu próprio destino como
pessoa humana. Para muitos, a procura e o encontro dessa liberdade (qualquer
que seja a acepção tomada, e ainda melhor: o conjunto de todas) é um fim em si
próprio.
Para outros, a liberdade não é um fim em si
própria: é um meio para se atingir um fim superior ou mais “transcendente”.
E este fim não poderá ser outro que o da Vida. Vida plena e real, com um autêntico sentido integrado. Viver é outorgar tira sentido à existência.
Acreditemos ou não, sejamos ou não conscientes, nós, os homens, somos os únicos gestores e realizadores da História, através da nossa concepção da vida.
A dialética do porvir humano de todos os tempos
aparenta surgir de duas concepções divergentes: a materialista e a idealista.
Concepções que se manifestam na luta ou no defrontar do que poderíamos chamar:
poder político e poder espiritual. A verdade da realidade vital contra os
interesses criados.
Verdades absolutas contra Verdades relativas,
acomodadas. Liberdade individual contra autoritarismo limitante. Liberdade
versus dogmatismo.
O primeiro intento ocidental de unir ambas as
concepções, ou seja, os dois poderes foi o dos pensadores gregos.
Entre eles, Platão, no seu livro “A República”,
tratou de espiritualizar a realidade, de onde surgiu a utopia de que os
governantes deveriam ser filósofos, homens do espírito. Atenas ordena a
Sócrates beber cicuta.
Fracasso do espírito ante o poder político.
Mas o espírito, é o encontro entre o homem e o transcendente. Daí ser necessária inevitavelmente