Da incapacidade de escrever um post coerente.
✍️ noreply@blogger.com (Unknown)
📅 21/04/2009
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Os últimos tempos têm sido repletos de atribuições maçónicas, familiares, sociais, religiosas, e evidentemente profissionais. Isto tem feito com que o tempo escasseie e mas sobretudo que a capacidade criativa se restrinja a meia dúzia de linhas sem sentido.
Estava a digladiar-me com o 2º capítulo da série “ Da Loja”. E francamente estava a perder. As linhas não surgiam e o pouco que aparecia era sem nexo. O pior é que sei o que quero transmitir mas não consigo passá-lo ao papel.
Há fases assim.
É esperado de nós, os mais antigos, uma capacidade de produção quase sem limites. O nosso passado fez com que nos vissem como os que têm resposta para tudo, os que sabem tudo ou pelo menos mais.
Na verdade não sabemos tudo, e provavelmente não sabemos mais. Só temos mais experiência.
E por isso mesmo há que saber não combater guerras perdidas, pelo que fui buscar um fragmento produzido há muito tempo numa tentativa de escrever algo que não consegui.
“Acrescentar :
Que tem isto a ver com Maçonaria ?
Tem tudo ou nada, consoante queiramos ver as coisas por um ou outro prisma.
Se formos consultar os manuais nada ou quase nada aparece associado a acrescentar.
Ou seja nada nos diz que estamos a acrescentar o que quer que seja ao que quer que seja.
Na verdade acrescentar é um dos actos mais importantes pois, ao optarmos por uma via iniciática, optamos por um novo caminho que se sobrepõe ao que trilhamos até ai e o complementa.
Quando transmitimos os ensinamentos, acrescentamos algo de nós a esses mesmos ensinamentos, nem que seja as nossas próprias palavras ou as nossas asneiras.
Todos acrescentamos qualquer coisa mesmo que não tenhamos a noção disso.
Mas também somos acrescentados todos os dias como resultado da nossa interacção com o Mundo.
É costume usar a expressão “ os anos passam “. Talvez passem.
Mas eu creio que a expressão “ os anos ficam” é mais correcta. Todos somos o repositório do que vivemos e do que passámos. Esses acrescentos contínuos são a nossa base, que de inicio como tudo é frágil e que com o tempo se vai consolidando e fortalecendo e nos permite encarar os desafios e as realidades com outra segurança.
E a Maçonaria acrescenta ?
Como tudo!
Nuns casos sim e noutros não.”
Não sei bem que conclusão dar a esta arrazoado de palavras, mas creio que o melhor que posso fazer é afirmar que ter duvidas é seguramente uma prerrogativa dos Mestres e que é sempre preferível ir de derrota em derrota até à vitória final que de vitória em vitória até à derrota final.
Ou seja dias melhores virão e a inspiração e a capacidade de escrita reaparecerão.
Estava a digladiar-me com o 2º capítulo da série “ Da Loja”. E francamente estava a perder. As linhas não surgiam e o pouco que aparecia era sem nexo. O pior é que sei o que quero transmitir mas não consigo passá-lo ao papel.
Há fases assim.
É esperado de nós, os mais antigos, uma capacidade de produção quase sem limites. O nosso passado fez com que nos vissem como os que têm resposta para tudo, os que sabem tudo ou pelo menos mais.
Na verdade não sabemos tudo, e provavelmente não sabemos mais. Só temos mais experiência.
E por isso mesmo há que saber não combater guerras perdidas, pelo que fui buscar um fragmento produzido há muito tempo numa tentativa de escrever algo que não consegui.
“Acrescentar :
Que tem isto a ver com Maçonaria ?
Tem tudo ou nada, consoante queiramos ver as coisas por um ou outro prisma.
Se formos consultar os manuais nada ou quase nada aparece associado a acrescentar.
Ou seja nada nos diz que estamos a acrescentar o que quer que seja ao que quer que seja.
Na verdade acrescentar é um dos actos mais importantes pois, ao optarmos por uma via iniciática, optamos por um novo caminho que se sobrepõe ao que trilhamos até ai e o complementa.
Quando transmitimos os ensinamentos, acrescentamos algo de nós a esses mesmos ensinamentos, nem que seja as nossas próprias palavras ou as nossas asneiras.
Todos acrescentamos qualquer coisa mesmo que não tenhamos a noção disso.
Mas também somos acrescentados todos os dias como resultado da nossa interacção com o Mundo.
É costume usar a expressão “ os anos passam “. Talvez passem.
Mas eu creio que a expressão “ os anos ficam” é mais correcta. Todos somos o repositório do que vivemos e do que passámos. Esses acrescentos contínuos são a nossa base, que de inicio como tudo é frágil e que com o tempo se vai consolidando e fortalecendo e nos permite encarar os desafios e as realidades com outra segurança.
E a Maçonaria acrescenta ?
Como tudo!
Nuns casos sim e noutros não.”
Não sei bem que conclusão dar a esta arrazoado de palavras, mas creio que o melhor que posso fazer é afirmar que ter duvidas é seguramente uma prerrogativa dos Mestres e que é sempre preferível ir de derrota em derrota até à vitória final que de vitória em vitória até à derrota final.
Ou seja dias melhores virão e a inspiração e a capacidade de escrita reaparecerão.
José Ruah