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As três grandes luzes

✍️ Desconhecido 📅 15/10/2023 👁️ 5 Leituras

três grandes luzes

Na iniciação maçónica, logo após o nosso juramento e ao recebermos a Luz, defrontamo-nos imediatamente com as três grandes Luzes emblemáticas da Maçonaria universal. É sabido que, ao redor do mundo, nenhuma Loja Maçónica regular executa os seus trabalhos sem que o Compasso e o Esquadro figurem expostos sobre o volume da Ciência Sagrada.

Sobre estas três grandes Luzes podemos apresentar inúmeras alegorias, pois significam uma coisa nas palavras e outra no sentido, representando na Maçonaria o conhecido e o desconhecido.

Com o Compasso podemos desenhar o círculo espelhado para o infinito, centralizado pelo ponto que pode representar o início de toda a evolução. Representa a Justiça e ensina-nos o princípio e o fim dos nossos direitos. Na acção deste instrumento figura a dualidade das suas hastes e a união destas na sua junção. É nisto que se exprime um dos mais sublimes preceitos maçónicos, ou seja, o da união, da harmonia e do amor entre os maçons.

O salmo 133, na abertura dos trabalhos, expressa muito bem esta trilogia: “Oh quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união”… e mais adiante, “é como o orvalho do Hérmon”… [montanha na fronteira entre o Líbano e a Síria, sempre coberta de neve, cujo reflexo atinge grandes distâncias] “que desce sobre os Montes de Sião”… [região de Jerusalém onde o rei David construiu uma residência real e mais tarde o rei Salomão construiu um imenso Templo] e em continuidade ao salmo, “porque ali o Senhor ordena a sua bênção e a vida para sempre”. Com estas palavras o rei David externou a sua alegria ao contemplar a união de todas as tribos de Israel. A Maçonaria adopta o Compasso sobre o altar, sob o Esquadro no 1º grau, para simbolizar também o universo em oposição ao homem.

O Esquadro, para execução dos projectos é imprescindível, significando como que a base de um edifício. É um instrumento muito útil para traçar ângulos rectos, baseado no teorema de Pitágoras. Podemos aplicar este teorema ao nosso comportamento na vida profana, onde as linhas rectas do esquadro podem indicar-nos o caminho mais curto para a prática da virtude.

Todo o trabalho seria inútil se não tivéssemos a condição de medir as distâncias e coordenar os ângulos perfeitos para transformação da nossa Pedra Bruta. O Esquadro é o símbolo da rectidão e ensina-nos permanecermos fiéis aos Irmãos.

O Livro da Lei, para o nosso espírito, significa a Equidade

Ele é o instrumento da Sabedoria que nos ilumina e nos guia, regulando a nossa conduta no lar, no trabalho e na sociedade. Sobre o Livro da Lei é feito o nosso juramento, pois é o ponto culminante da habilitação interior para o recebimento da Luz. Não é suficiente o juramento fundamentado na Honra. Este acto solene é realizado em presença do GADU, quando adquire um carácter espiritual, comprometendo a consciência religiosa do homem. Nestas condições, a sua Honra e a sua Fé dão garantia da autenticidade das suas afirmações.

A recepção da Luz é o ponto culminante da iniciação maçónica, tendo como objectivo maior relação que une o Homem a Deus.

Pedro Juchem, M M

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