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Aperfeiçoamento maçónico – será necessário?

✍️ Desconhecido 📅 22/04/2020 👁️ 7 Leituras

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A maçonaria actual, não possui uma Proposta Andragógica de Ensino, e os seus administradores na sua ampla maioria, não mostram preocupação com tal aprendizagem. Afinal, a falta de preparação para exercerem cargos advém do seu total desconhecimento de Maçonaria, desde a época em que foram iniciados como Aprendizes, e não obtiveram nas suas lojas simbólicas, a mínima instrução dos “mestres” que deveriam passar algum conhecimento ao novo membro; quem não sabe, não pode ensinar.

Na maçonaria, a mudança de graus está a ser feita por antiguidade e, em algumas lojas que exigem um trabalho, o mesmo geralmente é feito de cópias de outros e da Internet. Atinge-se os graus de Companheiro e Mestre, sem nenhum conhecimento e, em breve, um novo Venerável é Instalado, sem que tenha obtido qualquer conhecimento sobre Maçonaria.

A Maçonaria vive das glorias de um passado glorioso, e só impõe certo respeito, porque as pessoas que não são Maçons desconhecem o que seja a Maçonaria, não sabem quão fracos estamos. A Sublime Instituição teve os seus dias de esplendor actuando na libertação de povos, na política, no desenvolvimento espiritual e na prática da moral.

As administrações maçónicas do alto escalão, não todas, são constituídas por obreiros despreparados, que só pensam nos cargos que vão ocupar, sem conhecerem, as origens, a filosofia, a ritualística, o simbolismo, o esoterismo e as práticas maçónicas. Eles não conseguem, nem mesmo, extraír o espírito da letra que mata; aliás, são raros os que conseguem. Eles são os verdadeiros praticantes da Arte Real e os que mantêm sob a sua guarda criteriosa os verdadeiros mistérios que não devem ser revelados ao vulgo.

A vaidade, e a luta pelo poder é a causa da maléfica divisão da instituição em dezenas de outras, todas mal formadas e com objectivos não maçónicos dos mais variados.

Quando uma instituição começa a propalar que pessoas famosas da antiguidade foram Maçons, e não se pode mencionar o mesmo das pessoas do nosso tempo, quando deixamos de praticar a espiritualidade, quando transformamos a nossa filosofia em puro materialismo, quando passamos a viver de discursos oficiais, que jamais são colocados em prática, podemos sentir que a Sublime Instituição, já não está a conseguir cativar tantas mentes nobres, tantos vultos da humanidade, tantos espiritualistas.

A fonte está a secar, a água da vida está rareando, o conhecimento ficará restrito a bem poucos, os sábios, os que conseguem manter a sua luz acesa, portanto. Faz-se necessário fazer brilhar a nossa luz, para que não venham os maus dias, e digamos… não tenho neles contentamento.

São chegados os tempos, em que um cego está a guiar outros cegos, e quando isso acontece, todos podem cair do precipício.

Faz-se necessário, então, o aperfeiçoamento, para que a Ordem Maçónica volte a ser forte e altiva, e nas suas Lojas se possa desbastar a pedra bruta, até que, com o passar das eras ela se torne um dia uma pedra de esquina.

Pedro Neves

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