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Ágape

✍️ Desconhecido 📅 28/09/2026 👁️ 18 Leituras

ágape; brinde ritual

O Ágape Maçónico (ou, simplesmente, Ágape) corresponde à refeição partilhada pelos Obreiros MM.·. durante, ou após, uma sessão ritual de Loja, ou no nosso caso, do nosso Mosteiro. É, tradicionalmente, uma refeição farta e saborosa, de forte componente calórico, tendencialmente dilatada no tempo e acompanhada de bebidas generosas. E é, etimologicamente, uma das diversas expressões gregas para “Amor”.

Nos “Altos-Graus” do Rito de York os MM.·. MM.·. participantes das sessões rituais tratam-se por “Companheiros”, palavra de raiz etimológica latina – “cum panis” – ou seja, “aqueles com quem partilhamos o pão”.

Dá esta expressão nota do profundo significado ritualístico associado ao ágape, enquanto momento privilegiado de partilha, esclarecimento e aprofundamento entre Irmãos e Companheiros de conhecimento esotérico e maçónico, de experiências, vivências e permutas de cumplicidades fraternas.

Podemos considerar, de uma forma genérica, os Ágapes não-Rituais, em que os CC.·., de modo respeitoso, mas descontraído, discorrem sobre temas maçónicos mas, também, sobre temáticas profanas diversas que possam, eventualmente, estar “na ordem do dia”; os Ágapes Brancos, de natureza fortemente socializante, que contam com a presença e participação de profanos, onde, por compreensível razão, não são abordados temas subordinados ao chamado “sigilo maçónico” e os Ágapes Rituais, que decorrem com brindes ritualísticos, silêncio, oração e meditação, de acordo com um ritual orientador específico consoante os diversos ritos maçónicos em causa.

Nos países de tradição latina e mediterrânica, como o nosso, em que o convívio à mesa faz parte e está fortemente arreigado e implantado nos nossos hábitos culturais, a vivência maçónica não poderia deixar de privilegiar o Ágape. É a extensão da Sessão Ritual, é um momento importante de consolidação de conhecimentos, aprendizagens e vivências e é o culminar, muitas vezes, do trabalho iniciado anteriormente na Loja – no nosso caso, no Mosteiro de que fazemos parte.

É, muitas vezes, aquela ocasião em que nos damos realmente a conhecer e em que ficamos a conhecer os nossos II.·. e CC.·.. É um momento de aprofundamento espiritual de cujos efeitos, importância e influência só nos vimos a aperceber a posteriori mas que não pode, nem deve, ser menosprezado. Por mim falo, de acordo com a minha experiência pessoal: alguns dos meus Trabalhos e Pranchas foram “concebidos” durante estas refeições rituais em Família e algumas das discussões mais interessantes e profundas que presenciei e com as quais mais aprendi sobre Maçonaria, em particular, e a vida, em geral, foram em contexto de Ágape.

Possam os Ágapes do meu Mosteiro ser cada vez mais participados, e que eu próprio possa dar um contributo pessoal para essa maior participação, são os meus votos para o novo ano maçónico que se avizinha!

Disse.

ECE, M. M.

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