Michael Winetzki

A MAÇONARIA E A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA - Michael Winetzki

✍️ noreply@blogger.com (Michael Winetzki) 📅 15/11/2024 👁️ 6 Leituras



De modo diferente do que ocorreu na Independência do Brasil e na Lei Áurea, que foram processos conduzidos com importante participação da maçonaria, a Proclamação da República, embora tenha tido a participação de maçons, não foi um evento patrocinado pela Ordem, mas por uma reunião de forças vivas, políticas, econômicas e religiosas.


Havia também irmãos monarquistas, ricos e nobres, opondo-se às ideias republicanas, mas talvez a principal razão para deflagrar o movimento tenha sido a bela senhora Maria Adelaide de Andrade Neves Meireles, filha do Barão de Triunfo e por quem Deodoro da Fonseca havia se apaixonado, quando comandava a tropa no RS, embora fosse casado. A viúva Maria Adelaide preferiu ficar com o político gaúcho Gaspar Silveira Martins, e isso criou uma inimizade feroz e permanente entre ambos que seria cristalizada na Proclamação da República. Não foi a primeira, nem será a última vez que o amor por uma mulher decide o destino de uma nação.


Os ideais republicanos vicejavam na Europa há pelo menos um século e eram trazidos pelos brasileiros que estudavam em Portugal, na França e na Inglaterra. Com a finalidade de lutar pela independência a Loja Comércio e Artes se dividiu em três e em junho de 1822 criou o Grande Oriente Brasílico, a primeira obediência maçônica.


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